sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Bajulações
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Acerta o passo, amor!

Autora: Rosana Braga
Saí para caminhar num parque perto de casa, numa linda manhã de sol. Em silêncio, atenta à minha própria respiração, era inevitável observar as tantas pessoas que iam e vinham. O dia e aquele lugar estavam encantadoramente sintonizados.
Algumas pessoas andavam sozinhas, outras com seus pares. Avós brincavam com seus netos, mães e pais com seus filhos. Amigos confidenciavam as novidades entre si e riam de seus causos. Muitas vidas. Diferentes sonhos. Incontáveis sentimentos.
Cada um anda no seu ritmo, pensei numa fração de segundo. Tal reflexão foi decorrente de uma cena específica: já havia notado, bem próximo de mim, um casal caminhando a passos largos, como quem quer abandonar a vida sedentária e ganhar em boa forma e saúde.
Tanto ele quanto ela eram jovens, bonitos e visivelmente comprometidos, devido à aliança que ocupava o dedo anelar da mão esquerda de ambos. Depois de alguns bons metros, ela foi ficando para trás, mas distraída com tantas paisagens, sons e movimentos, nem percebeu.
Talvez eu achasse que nem ele tivesse percebido, não fossem suas recorrentes olhadinhas para trás, a fim de monitorar a distância que os separava. De repente, como quem não quer diminuir a velocidade, mas também não quer perder de vista sua companheira, ele gritou (num tom imperativo e, ao mesmo tempo, cheio de ternura): acerta o passo, amor!.
Surpreendida pela própria situação, ela se assustou e imediatamente sorriu, dando alguns pulinhos até alcançá-lo. Neste momento, numa atitude sincronizada e cheia de significados, os dois se deram as mãos e continuaram a caminhada em silêncio.
Cruzei com eles mais duas vezes e lá estavam, sintonizados, de mãos dadas, provando que basta um tantinho de atenção e disponibilidade para que duas pessoas caminhem lado a lado, rumo a um único objetivo, em última instância: continuarem juntas, cada qual incentivando a outra quando – por qualquer razão – seu ritmo diminuir!
Mas, infelizmente, a maioria dos casais anda distraída demais para se dar conta de que o outro está muito adiante ou de que ficou para trás. Falta atenção de um e disponibilidade do outro. Esquecem de darem-se as mãos e a sintonia vai desaparecendo em meio à rotina cansativa e morna do dia-a-dia.
Sempre penso que não importa qual seja o objetivo, um encontro só pode ser bom quando há sintonia, quando os ritmos estão afinados. Porque quando o desejo de um é diferente do desejo do outro, chegará o tempo em que as insatisfações serão cada vez maiores.
Seria o mesmo que dizer que não acredito em quem aposta na possibilidade de amar pelos dois numa relação. Creio que relacionamentos sejam feitos de reciprocidade e troca. Não se trata de contabilizar, mas de cada um fazer a sua parte.
Também não se trata de submeter os sentimentos a uma avaliação racional, mas de perceber que dois corações não podem se enxergar quando um corre na frente e o outro corre atrás.
Portanto, se realmente quer estar com uma pessoa, minha sugestão é que você note onde ela está: à sua frente, atrás de você ou ao seu lado? Se a sua resposta não for a terceira opção, trate de acertar o passo, amor!
Algumas pessoas andavam sozinhas, outras com seus pares. Avós brincavam com seus netos, mães e pais com seus filhos. Amigos confidenciavam as novidades entre si e riam de seus causos. Muitas vidas. Diferentes sonhos. Incontáveis sentimentos.
Cada um anda no seu ritmo, pensei numa fração de segundo. Tal reflexão foi decorrente de uma cena específica: já havia notado, bem próximo de mim, um casal caminhando a passos largos, como quem quer abandonar a vida sedentária e ganhar em boa forma e saúde.
Tanto ele quanto ela eram jovens, bonitos e visivelmente comprometidos, devido à aliança que ocupava o dedo anelar da mão esquerda de ambos. Depois de alguns bons metros, ela foi ficando para trás, mas distraída com tantas paisagens, sons e movimentos, nem percebeu.
Talvez eu achasse que nem ele tivesse percebido, não fossem suas recorrentes olhadinhas para trás, a fim de monitorar a distância que os separava. De repente, como quem não quer diminuir a velocidade, mas também não quer perder de vista sua companheira, ele gritou (num tom imperativo e, ao mesmo tempo, cheio de ternura): acerta o passo, amor!.
Surpreendida pela própria situação, ela se assustou e imediatamente sorriu, dando alguns pulinhos até alcançá-lo. Neste momento, numa atitude sincronizada e cheia de significados, os dois se deram as mãos e continuaram a caminhada em silêncio.
Cruzei com eles mais duas vezes e lá estavam, sintonizados, de mãos dadas, provando que basta um tantinho de atenção e disponibilidade para que duas pessoas caminhem lado a lado, rumo a um único objetivo, em última instância: continuarem juntas, cada qual incentivando a outra quando – por qualquer razão – seu ritmo diminuir!
Mas, infelizmente, a maioria dos casais anda distraída demais para se dar conta de que o outro está muito adiante ou de que ficou para trás. Falta atenção de um e disponibilidade do outro. Esquecem de darem-se as mãos e a sintonia vai desaparecendo em meio à rotina cansativa e morna do dia-a-dia.
Sempre penso que não importa qual seja o objetivo, um encontro só pode ser bom quando há sintonia, quando os ritmos estão afinados. Porque quando o desejo de um é diferente do desejo do outro, chegará o tempo em que as insatisfações serão cada vez maiores.
Seria o mesmo que dizer que não acredito em quem aposta na possibilidade de amar pelos dois numa relação. Creio que relacionamentos sejam feitos de reciprocidade e troca. Não se trata de contabilizar, mas de cada um fazer a sua parte.
Também não se trata de submeter os sentimentos a uma avaliação racional, mas de perceber que dois corações não podem se enxergar quando um corre na frente e o outro corre atrás.
Portanto, se realmente quer estar com uma pessoa, minha sugestão é que você note onde ela está: à sua frente, atrás de você ou ao seu lado? Se a sua resposta não for a terceira opção, trate de acertar o passo, amor!
Por que temos tanto medo de amar?

É incrível como criamos inúmeras maneiras de nos defender, de nos proteger do sofrimento. Creio que passamos a maior parte de nossas vidas criando novas e mais poderosas formas de não nos expormos. Assumimos papéis, inventamos máscaras, palavras e trejeitos... com um único objetivo: não sofrer!!!
Aprendemos, desde muito cedo, que o sofrimento chega quando estamos expostos, vulneráveis, abertos para o outro... e isso é verdade! E, assim, acreditamos que só há uma maneira de não sofrermos: nos fechando, nos defendendo, nos protegendo do outro... e isso é mentira! Simplesmente porque não existe nenhuma maneira de não sofrermos!
Proteger-nos do outro é não demonstrar o que sentimos, o quanto amamos; é não compartilhar, não precisar (no sentido de admitir que desejamos intimidade com o outro). No entanto, não nos damos conta de que enquanto nos protegemos, tornamo-nos reféns de nós mesmos, transformamos nosso próprio coração numa prisão. Iludidos com a sensação de uma segurança que definitivamente não existe, abrimos mão da possibilidade de experimentarmos sentimentos imperdíveis!
Podemos perceber que estamos nos defendendo do amor quando usamos expressões como: eu gostaria que ele me desse mais carinho, mas não tenho que pedir isso! ou se ele não demonstra que me ama, por que eu deveria fazer isso?
O problema é quando norteamos nossa vida a partir do outro: se ele não fizer isso, eu também não faço, se ele não disser, eu também não digo, se ele não demonstrar, eu também não demonstro! Poxa! Que raio de contabilidade miserável é essa?!? O amor não funciona desse jeito e, assim, continuaremos todos morrendo de solidão, carência, angústia e depressão!!!
Que tal começarmos a agir por nossa própria conta e risco! Sim, amar é um risco, um enorme risco, mas que não inclui apenas o sofrimento. Neste pacote também está incluso o risco (absolutamente provável) de sermos correspondidos, amados, respeitados, queridos e tudo o mais que possa haver de bom no exercício de compartilhar amor!!!
E aí as pessoas vêm com essa: mas eu não estarei me desrespeitando se pedir amor, se der mais do que receber, se me expor a esse ponto?... E eu respondo com outra pergunta: O que é se desrespeitar?! Para mim, desrespeitar-se é fazer algo que você não gostaria de estar fazendo ou, ao contrário, é não fazer algo que você gostaria de estar fazendo.
Portanto, a pergunta mais importante é: o que você quer fazer? Compartilhar seu amor, dar carinho, pedir carinho, demonstrar o que sente, falar sobre seus sentimentos? Então, faça isso!!! Não desperdice sua vida à espera da permissão do outro. Não meça a sua capacidade de amar e de se expor e de se tornar vulnerável a partir do outro. Assuma-se, admita-se e, sobretudo, acolha-se!
Vá se percebendo, abrindo-se aos pouquinhos, pedindo devagarzinho... porque assim fica mais fácil reconhecer e respeitar seu limite. E entenda por limite a linha que separa o seu desejo da sua verdadeira percepção de que já se deu o quanto gostaria de se dar. Porque, obviamente, não estou defendendo a idéia de que você passe a vida inteira se doando para alguém que não tem espaço para te receber. No momento em que sentir que atingiu seu limite, aja com amor-próprio e recolha-se, para se dar a chance de compartilhar o seu amor com alguém que tem espaço para isso.
Enfim, minha sugestão é que paremos, de uma vez por todas, de justificar nossas atitudes (ou não-atitudes) a partir do outro. Que possamos assumir, pelo menos para nós mesmos e se for o caso, que temos medo de sofrer e, por isso, preferimos não nos expor, não pedir, não demonstrar, não expressar e, tantas vezes, não amar...
Porque quando conseguirmos reconhecer esse medo, certamente nos tornaremos mais dispostos e disponíveis para o amor. Teremos compreendido, finalmente, que não-sofrer é impossível. Sofrer faz parte do processo de viver, é inevitável. Mas não-amar talvez esteja sendo uma escolha ingênua e infantil, infelizmente feita por muito mais pessoas do que supomos.
A dica é: não desperdice sua energia e seu tempo evitando a dor. Não seja refém de seus medos. Apenas aceite-os e lembre-se de que cada um tem os seus; todos temos! Aproveite sua vida amando tanto quanto desejar, tanto quanto sentir... e tenha a certeza de que nunca será menos por isso. Muito pelo contrário, estará conseguindo ser o que todos nós desejamos: corajosamente amante!
Autora: Rosana Braga
Energia esgotada

Há circunstâncias em que precisamos reconhecer que nossa energia se esgotou e que o melhor a fazer é repousar, ao invés de forçar a barra.
Quando nosso corpo ou nossa mente se esgota, é porque é chegado o momento de descansar um pouquinho. Se você não aceitar a necessidade de repouso, será como se precisasse dormir, mas não dormisse. O dia seguinte fica pouco produtivo. Afasta-se das questões que o preocupam, tire férias de sua própria vida.
Se você continuar a forçar, poderá até mesmo entrar em depressão.
Não deixe que este tipo de coisa aconteça procure cultivar a humildade suficiente para saber a hora de se desvincular e a hora de se aproximar novamente.
É soltando que aprendemos a conquistar!
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