domingo, 10 de maio de 2009

Superdotado não é gênio

Quando alguém ouve o termo "superdotado", a primeira imagem que vem à cabeça é a do gênio, que sabe tudo sobre todas as coisas, como Albert Einstein ou Leonardo da Vinci. Mas não é bem assim.


Hoje, já é consenso que o superdotado não precisa ser bom em tudo. "Ele pode ter desenvolvimento abaixo da média em determinadas disciplinas ou não se sentir estimulado com o ensino convencional", afirma Marília Gonzaga, gerente do programa de apoio à aprendizagem de superdotados da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.


É justamente o fato de ter habilidades surpreendentes em áreas específicas, mas de não ser, necessariamente, brilhante em tudo, o que diferencia o superdotado do gênio.

"O gênio muda a concepção do mundo de sua época, com propostas inusitadas, antecipatórias. Já o superdotado faz propostas criativas, reformula soluções.


Por isso, todo gênio é superdotado, mas nem todo superdotado é gênio", define a professora de Educação da Uerj Marsyl Mettrau, presidente da Associação Brasileira para Superdotados (ABSD).


O que o Aurélio classifica como "indivíduo dotado de inteligência invulgar", a Ciência traduz como alguém que precisa de cuidados e estímulos para canalizar todo o potencial de suas habilidades de forma positiva. Por isso, os especialistas alertam para a importância de monitorar os superdotados.


"Sem acompanhamento adequado, eles podem querer se igualar à média, atrofiando-se para ficar iguais aos outros. Podem se rebelar e usar seu potencial contra si mesmos ou até se voltar contra o próprio grupo social", explica a presidente da ABSD.


Estímulos - Como os superdotados nem sempre tiram dez em todas as disciplinas, muitas vezes demoram a ser identificados por pais e professores, o que pode comprometer o desenvolvimento do potencial. Pior: sem os estímulos necessários, perdem o interesse pela escola e passam a apresentar problemas de comportamento.


A arquiteta Maria Alice Manzano André perdeu as contas de quantas vezes foi chamada à escola para as professoras reclamarem do comportamento de seu filho João, hoje com 9 anos. "Ele atrapalhava as aulas, acabava as tarefas antes dos outros e tinha muita liderança entre os colegas de turma", conta Maria Alice. Após uma batelada de testes, descobriu-se por que João se comportava daquela maneira: ele é superdotado - com desempenho surpreendente em artes plásticas e cênicas - e não estava sendo devidamente estimulado.


Depois que as habilidades de João André foram identificadas, ele passou a fazer atividades complementares e teve sensível melhora na escola. A professora foi orientada, e agora o menino tem atividades extras em sala para se manter ocupado - e calmo. Além disso, passa duas tardes por semana em oficinas do programa gratuito de apoio à aprendizagem de superdotados do governo brasiliense, criado em 1976, que oferece aulas complementares nas áreas de maior interesse do aluno. "Gosto de modelar máscaras, desenhar. Até a professora na escola me pede para ir ao quadro quando não sabe desenhar alguma coisa", conta João André.


Quem também revelou dons artísticos cedo foi Vinícius Feitoza, 8. Ele falou as primeiras palavras aos nove meses. Hoje, desenha com desenvoltura e monta objetos complexos com as peças de Lego. "Ele já montou e desmontou um Titanic com detalhes surpreendentes. É incrível a facilidade com que faz as coisas", conta o pai, o psicólogo Márcio Amorim Feitoza. "Agradeço a Deus pelos dons que o Vinícius tem, mas fico de olho para que ele não exagere na dedicação às coisas que gosta", afirma.


Sem segregação - Superdotados precisam de estímulos e atenção extras, mas não devem ser segregados em colégio especiais, muito difundidos na década de 80. "As escolas especiais nunca funcionaram. Salvo pouquíssimas exceções nos Estados Unidos, não existem mais em nenhum lugar do mundo", afirma a professora Marsyl Mettrau.


O neurocirurgião Joel Teixeira, superdotado e presidente brasileiro da Mensa - organização mundial para superdotados, criada na Inglaterra em 1946, que tem hoje mais de cem mil membros - pensa diferente e vê o lado positivo das escolas especiais. "A escola é mais completa e é interessante o superdotado conviver com pessoas mais parecidas com ele. Por outro lado, fica privado do convívio com o mundo normal, que irá encontrar depois", analisa Teixeira.


Se a escolha da escola é complicada, a tarefa dos pais é igualmente complexa. "Ter um filho superdotado dá orgulho, mas também traz problemas. Fiz cursos para saber lidar com isso, para ajudar meu filho a se relacionar bem com os outros", conta Venceslau Vaz da Costa, pai de Caio Yuri, 10. O menino aprendeu a ler sozinho aos dois anos, tem talentos em diversas habilidades e, quando entrou na escola, aos 4, já sabia tudo o que estava sendo ensinado. Resultado: o relacionamento em sala era ruim, tanto com colegas como com os professores. Os pais tiveram de enfrentar o dilema de permitir ou não que Caio pulasse de ano, ficando um ano adiante dos colegas de sua idade. "Há pressão de vários lados, mas não quero que ele pule de série para não ficar pequeno na turma dos maiores", diz o pai.

Para Caio, ser superdotado é garantia de um futuro promissor. "É uma coisa boa. Posso fazer os deveres mais rápido. Também é um sinal de que vou ter bom emprego, bom salário e mais conhecimentos", planeja o menino, que já escreve poesias e pretende editar um livro.


Diagnóstico confuso - A precocidade, entretanto, nem sempre indica superdotação. "Andar e falar cedo podem ser sinais de picos de desenvolvimento, não de de superdotação", explica Mettrau. Outra confusão muito comum é pensar que o filho é superdotado, quando o que tem de verdade é transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. Crianças com esse problema somam de 5% a 9% da população escolar no Brasil e têm sua inteligência bloqueada pela falta de concentração.


A confusão entre superdotados e hiperativos acontece porque ambos são muito agitados e terminam sendo igualmente rotulados de crianças-problema. "O João Igor nunca conseguia passar icógnito e, muito impaciente, tinha problemas de relacionamento na escola", conta a bióloga Carla Cavalheiro, mãe do garoto de 10 anos. "Ele é questionador e, muitas vezes, tem razão no que diz. Mas é preciso impor limites." Quando Carla descobriu que tinha um filho "altamente habilidoso", foi encaminhada para a ABSD. Desde então, João Igor participa de atividades complementares, e Carla é orientada sobre como lidar com as necessidades do garoto. "Gosto muito de computador, de ler e das aulas de teatro, mas no colégio há aulas que são muito monótonas", reclama João Igor, aluno da 4ª série, que também garante ser muito bom em "bafo-bafo."


Autor: Jorge Bispo

Superdotados ou Portadores de Altas Habilidades


Superdotados ou Portadores de Altas Habilidades, são aquelas pessoas que possuem um grau de habilidade significativamente maior do que a maioria da população. Os superdotados geralmente possuem grande facilidade e rapidez para aprender, possuem um elevado grau de criatividade, são muito curiosos, possuem grande capacidade para analisar e resolver problemas, além de possuírem um senso crítico bastante elevado.

Embora essas pessoas possuam grandes vantagens nos processos que abrangem o lado intelectual, como no desempenho em provas escolares, vestibulares e na capacidade criativa, os superdotados podem encontrar algumas dificuldades sociais e de convivência. Muitas crianças superdotadas procuram a companhia de pessoas mais velhas, na tentativa de encontrar parceiros com o mesmo nível intelectual. Além disso, podem ocorrer nestas pessoas, o desencadeamento do medo da não-aceitação social, sintomas de ansiedade, solidão e até mesmo de depressão.

O grau das habilidades de uma pessoa Portadora de Altas Habilidades (PAH), como os especialistas preferem dizer, é medido através de um teste de Q.I (Quociente de Inteligência). Esse teste consiste num conjunto de tarefas e problemas a serem resolvidos, onde os acertos são contabilizados como pontos. A média geral é em torno de 100 pontos, portanto as pessoas que ultrapassam esse patamar podem ser consideradas superdotadas.

Existem vários tipos de habilidades em que os Portadores de Altas Habilidades podem ser enquadrados. As habilidades podem estar relacionadas com a área acadêmica, onde o indivíduo tira notas muito boas e possui enorme facilidade em assimilar o conteúdo; com o área artística, tendo grande talento em expressar suas emoções através da música ou pintura, por exemplo; e na área psicomotora, com ótimos desempenhos em esportes e atividades que requeiram boa coordenação do corpo.

É importante que os pais que possuem filhos portadores de altas habilidades, discutam a questão com a criança ou adolescente, de forma clara e sincera. Aliado a essa posição, eles também devem incentivar e apoiar a convivência de seus filhos com outras pessoas, além de estabelecerem limites e fazer com que seus filhos entendam.

Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola

sábado, 9 de maio de 2009

Conquistando uma real mudança


Muitas pessoas me perguntam como é possível se efetuar uma mudança verdadeira e duradoura em alguma situação de sua vida. Bom como eu costumo dizer, qualquer mudança deve ser feita de dentro para fora. Mas o que significa isto? Significa que para você conseguir conquistar algo de novo e definitivo, antes você deve entrar em contato com tudo que há de velho em você, pensamentos, certezas, padrões, parâmetros, condicionamentos, idéias, enfim, tudo que vem definindo suas atuações e suas escolhas.

Então você me pergunta, como posso redefinir tudo aquilo, que me foi dito e ensinado durante toda minha vida? Mais uma vez eu te respondo, através do conhecimento do que está ai dentro de você. Somente entrando em contato com suas “verdades” (aquilo que realmente está dentro de seu consciente e seu inconsciente) é que você pode saber por onde começar a mudança. Sabe porque é tão importante entrar no fundo da sua mente para vasculhar tudo que está embutido em você? Porque normalmente as pessoas se acham positivas e verdadeiras, mas analisando suas vidas, podemos ver que estão criando realidades de medo, atrasos, frustrações e problemas, sem contar com uma grande quantidade de vezes que foram enganadas e passadas para traz. É fato que se você está, em algum momento de seu tempo, dando ênfase numa probabilidade negativa sobre qualquer assunto, seus pensamentos, mesmo que por um ínfimo momento, tornaram-se pendentes ao acontecimento de situações negativas. Logo você criará eventos que justifiquem esta sua negatividade. É assim que funciona.

Sei que parece fácil falar, mas difícil de se executar. A forma de dominar estes pensamentos que atrapalham e criam o que você nem de longe quer, é tomar conhecimento de que você é um ser pensante. Admitindo para “você mesmo” que sua mente não para um segundo, você pode começar a examiná-la. Tenho certeza que você vai ficar horrorizado com a quantidade de besteiras que se passam ai, dentro de você, sem você se dar conta. É normal este choque. Mas se você não fizer esta observação, não poderá saber o que deve controlar.

O próximo passo é um pouco mais complicado e exige de você total atenção. Você deverá ficar atento e, a cada pensamento negativo, bloquear seu rumo, mesmo que já seja no final. No começo você só vai perceber que teve um pensamento ruim, mas com o tempo, quando o mesmo começar, já será bloqueado. Acaba virando algo instantâneo. Eliminando os pensamentos negativos, você agora está dando espaço para pensamentos positivos. Crie-os de acordo com o que você quer modificar. Prosperidade, amor, felicidade, não importa. O que você estiver querendo, facilmente será conquistado desta forma.

Tudo que você deseja alcançar começa com um simples pensamento. Se você não o deseja, como poderá querer conquistar? Tudo na vida do homem vem da sua mente, angustia, desamor, felicidade e plenitude, não importa. Não é a toa que nos denominamos seres pensantes. A grande descoberta é saber que podemos usar estes pensamentos para alcançarmos os desejos e a evolução. Sendo bem usados, nossos pensamentos tornam-se grandes aliados no nosso desenvolvimento.


Autora: Liliane Mattoso

A importância de aceitar


Há momentos em que a vida toma rumos que nós não conseguimos entender. Por mais que nos consideremos ‘conscientes’, às vezes, não conseguimos prever um acontecimento que leva nossos caminhos para outro lado.          

            Quantas vezes tudo estava correndo por um fluxo agradável, favorável, porém, em um único minuto, em um único encontro ou telefonema, toda a sua rotina se alterou? Já parou para pensar que nem sempre uma mudança pode ser ruim? Por mais que tenhamos planos que parecem ser elaborados dentro de uma visão cósmica, baseados em confiança na vida e projetos relacionados a nossa realização, os mesmos podem ser menores do que a vida dispõe neste instante? 

            É engraçado perceber o quanto não estamos acostumados ou preparados para a mudança. Mesmo que sejam para padrões melhores, demoramos um pouco a nos acostumarmos com uma nova rotina. 

            Se observarmos nossa vida, veremos que sempre passamos por elas, pois, afinal, estamos em constante movimento. Toda a realidade vivida hoje é baseada nestas mudanças. Até podemos pensar que se algum outro rumo tivesse tido espaço para continuar, poderíamos estar em um patamar melhor. Patamar financeiro, profissional ou pessoal? Será que você seria esta pessoa maravilhosa hoje? Será que teria a mesma cabeça? A mesma consciência? 

            Sempre existe um motivo muito maior do que nosso próprio entendimento para que algo aconteça em nossas vidas. Seja qual for à fase que você esteja passando, daqui a pouco você será melhor. Não apenas se sentirá, será melhor. Este é sempre o grande impulso. 

            Por que existem fases que demoram mais a passar? Pelo fato de que há situações que nós demoramos a aceitar! Para se poder entender e para se modificar uma realidade, é necessário que se aceite o presente. Quanto sentimento e sofrimento em vão pelo simples fato de que não queremos aceitar o que já é; ou o que já foi.

             Aceitar uma realidade não é só aceitar o que está acontecendo. É ver, realmente, que há situações e pessoas que não estão mais em nosso presente. Se você não deixa seu passado no momento anterior, como quer viver e se realizar no hoje? E como pode tentar modificar o futuro se não aceita a sua situação atual? Quem nega o hoje de alguma forma, perde a capacidade de conduzir sua vida, sua mente e sua realidade. 

            Seu mundo externo não é como você gostaria que fosse? Por que você não aceita o que ele é, para poder ter controle sobre suas realizações? Idealizações e fugas são a mesma coisa; sistemas para não se relacionar e lidar com a verdade. Conhecemos muito ‘buscadores da verdade’. Muitas vezes nos tornamos um deles. Mais a única verdade existente é o quem você é e aonde se encontra hoje. O resto é desejo e propensão.

            Transforme estes desejos em realidades. Use toda a sua capacidade. Mais para isto saiba que no primeiro instante, você deve aceitar a posição em que está. Só assim pode descobrir quem você é e quais são seus verdadeiros desejos. Desta forma, poderá entrar em contato com todo o seu potencial.